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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

DAS CHUVAS II

Foto de JANAÍNA REAL DE MORAES
A tarde se enferruscou
e bufando pelas ventas,
despejou uma tormenta,
escurecendo mais cedo,
metendo um certo medo,
co’as nuvens num reboleio,
causando um dano feio,
nos galpões e no arvoredo.

A palma benta queimando,
uma cruz de sal na mesa,
um terço e uma vela acesa,
em frente à Santa Bárbara.
Enquanto o vento faz carga
e tudo lá fora entorta,
cá dentro uma oração conforta,
o rancho em horas amargas.

Merma o vento e com a chuva,
a tarde fica mais clara,
o sol depois mostra a cara
e a tormenta vai embora,
fica a marca da melhora,
qual uma borda de pires,
nas cores vivas de um arco-íris,
neste céu aqui de fora.